Como Investir em Títulos Públicos? Saiba Absolutamente Tudo!

Tempo de leitura: 49 minutos

O Tesouro Direto vem batendo recordes de investidores ano após ano, o número de pessoas que querem saber como investir em títulos públicos só tem aumentado e em dezembro de 2015 chegou a 624.358 investidores(fonte).

Você sabia que o tesouro direto é o meio que pessoas comuns como eu e você possuem para emprestar dinheiro ao Governo Federal?

Já parou para pensar nisso? Você emprestando dinheiro para o “Governo Brasileiro”?

Antes de começar a falar sobre como investir em títulos públicos, é importante entender o que realmente significa investir nestes papeis.

Assim, é necessária uma breve definição do que são os títulos públicos.

O Que São Títulos Públicos?

o que são títulos públicos

Para arrecadar dinheiro com objetivo de construir estradas, hospitais, escolas, investir na segurança e financiar toda a máquina pública o governo tem dois mecanismos conhecidos.

O primeiro é através dos impostos que são encontrados embutidos nos preços dos produtos e descontados diretamente do nosso contracheque.

Você conhece alguém que esteja endividado? Pode ter certeza que esta pessoa não está mais endividada do que o nosso governo. O Governo Federal é o maior devedor do Brasil.

Apenas o dinheiro dos impostos não é suficiente para o governo pagar todas as suas dívidas, desta maneira ele tem duas opções:

  1. Aumentar ainda mais os impostos
  2. Vender títulos públicos para o mercado

A primeira opção não seria bem vista aos olhos da população, ainda mais aqui no Brasil onde já pagamos impostos em excesso e não vemos nenhuma melhoria dos serviços públicos prestados.

Assim, resta o governo vender títulos públicos para arrecadar mais dinheiro.

A venda de títulos públicos é feita pelo Tesouro Nacional e os maiores compradores destes títulos são as grandes instituições financeiras do mercado.

Todo título público possui uma data de vencimento, momento o qual o investidor ou instituição financeira fará o resgate deste investimento.

Ao vender títulos públicos o governo consegue captar dinheiro dos investidores e se compromete a pagar o principal investido mais os juros devidos no momento que o título for resgatado.

Como o governo remunera o investidor com juros, é fácil perceber que ele se endivida a medida que vende títulos públicos. Acredite ou não, ele faz isso diariamente.

É comum iniciantes terem a percepção errada da palavra “título” e fazerem associação com um pedaço físico de papel.

Ao investir em títulos públicos você não receberá um pedaço de papel como comprovante do seu investimento, hoje os títulos são registrados eletronicamente.

É importante frisar que todos os títulos adquiridos por você são registrados em seu nome e vinculados ao seu CPF por meio de um sistema moderno e seguro da BM&FBOVESPA(a bolsa de valores brasileira).

A ideia é análoga ao dinheiro que você possui no banco, seu dinheiro não é nada mais do que dígitos na tela de um computador.

Agora que você já sabe o que são os títulos públicos, vamos para a definição do que é tesouro direto.

O Que é Tesouro Direto?

o que é o tesouro direto

Conforme você leu anteriormente, os maiores compradores de títulos públicos são as grandes instituições financeiras do país.

Até 2002, não era possível pessoas físicas como eu e você comprarem títulos públicos.

A situação mudou a partir de 7 de janeiro de 2002 quando o Tesouro Nacional em parceria com a atual BM&FBOVESPA criou o Tesouro Direto.

Antes desta data, qualquer pessoa física só poderia investir em títulos públicos de maneira indireta através de fundos de investimentos ou planos de previdência existentes no mercado.

O problema destas modalidades de investimentos são as altas taxas cobradas como taxa de administração e taxa de performance que diminuem significativamente a rentabilidade dos investidores.

Tenha em mente que quando alguém investe seu dinheiro por você, um preço alto é pago por isso. Neste caso, o preço são as taxas de administração e performance encontrados nestes fundos e planos de previdência.

Com a criação do tesouro direto, pessoas comuns como eu e você puderam ter acesso a compra de títulos públicos de maneira direta, sem precisar aderir a fundos de investimentos e planos de previdência privada.

Quem pode investir em títulos públicos?

Para investir em títulos públicos é bem simples, você só precisa ter CPF – Cadastro de Pessoa Física e possuir uma conta corrente ou conta poupança em alguma instituição financeira.

Vale a pena Investir em Títulos públicos?

vale a pena em títulos públicos

O Tesouro Direto é uma excelente maneira de investir o seu dinheiro, listarei a seguir as principais vantagens de investir em títulos públicos do tesouro direto.

  • É a modalidade de investimento mais segura do país.

Os investimentos em títulos públicos são garantidos pelo Tesouro Nacional e para que houvesse risco de calote por parte do governo, a economia do país teria que estar falida. Supondo que um cenário como este viesse a acontecer, os bancos já teriam quebrado e neste cenário não existiria nenhum lugar mais seguro para guardar ou aplicar o seu dinheiro.

  • Você pode comprar e vender seus títulos diariamente

O Tesouro Direto permite que você aplique e resgate seus investimentos diariamente, garantindo tranquilidade caso você precise resgatar seu dinheiro em razão de alguma emergência.

  • Baixo custo para investir

Taxas de administração bem baixas quando comparadas com outros investimentos similares.

  • Acessível para todas as pessoas

Você só precisa ter CPF e uma conta correte ou poupança para começar a investir.

  • Valor mínimo Inicial para começar a investir muito baixo

De acordo com informações do próprio Tesouro Direto, o valor mínimo para começar a investir é de R$ 30 reais por mês.

Como você pode perceber, as vantagens são muitas e ainda assim não é muito divulgado porque não é vantajoso para grandes instituições divulgarem estes benefícios.

Isto acontece porque que as taxas cobradas em planos de previdência e fundos de investimentos geram muito lucro para estas instituições em detrimento do rendimento para o pequeno investidor.

No artigo 7 Motivos que Mostram Porque o Tesouro Direto Vale a Pena, você encontrará mais motivos para começar seus investimento em títulos públicos.

Conheça Quais são os Títulos Públicos do Tesouro Direto

quais são os títulos do tesouro direto

Com objetivo de facilitar o entendimento da nomenclatura dos títulos, o governo promoveu em março de 2015 uma mudança no nome dos mesmos.

Assim, no decorrer deste artigo, sempre que houver referência a um título do tesouro direto, o mesmo estará escrito já na sua nomenclatura mais atual seguido do “nome antigo” entre parênteses.

Da mesma maneira como o CDB, LCI, LCA e outros investimentos de Renda Fixa, os títulos públicos podem ser divididos de duas maneiras diferentes:

  1. Títulos Prefixados

    Entram nesse grupo o Tesouro Prefixado(antes chamado de LTN) e o Tesouro Prefixado com Juros Semestrais (antes chamado de NTN-F) que podem ser identificados dentro do retângulo vermelho na imagem abaixo retirado do site do Tesouro Direto.

    Tabela de títulos prefixada do tesouro direto
  2. Títulos Pós-Fixados

    Entram nesse grupo o Tesouro Selic(antes chamado de LFT), Tesouro IPCA+ com Juros Semestrais (antes chamado de NTN-B) e o Tesouro IPCA+ (antes chamado de NTN-B Principal) que podem ser identificados dentro do retângulo verde na imagem abaixo retirado do site do Tesouro Direto.Tabela de tíitulos pós-fixada do tesouro direto

O primeiro grupo contempla os títulos os quais o investidor saberá exatamente qual a rentabilidade final ao término do vencimento do título.

Uma característica muito importante destes títulos é o valor de resgate no momento de vencimento do mesmo.

Todo título prefixado será resgatado pelo valor de R$ 1000,00(o qual é o valor original do título) independentemente do valor de compra(na tabela mostrado como “preço unitário do dia”) que for mostrado na tabela do tesouro direto.

Perceba que todos os títulos prefixados possuem valor de compra inferior a R$ 1000,00, a medida que o vencimento dos mesmos se aproxima, eles tendem a assumirem seu valor original que é de R$ 1000,00.

Este assunto ficará mais claro quando eu abordar o funcionamento de cada título individualmente.

O Segundo grupo contempla os títulos os quais seguem um indexador como parte de sua rentabilidade.

São dois os indexadores usados pelos títulos do Tesouro Direto:

  1. IPCA
  2. SELIC

O primeiro Indexador significa Índice de Preços ao Consumidor Amplo, e é o índice usado como referência oficial da inflação no Brasil.

O Segundo indexador faz referência a taxa básica da economia no Brasil, a Taxa Selic.

A Taxa Selic já foi tema de artigo no Aprenda Investir Dinheiro, e você poder ler o artigo completo mostrando como esta taxa funciona clicando no link ao lado: O que é Taxa Selic? O Guia Absolutamente Completo

Outra característica do Tesouro Direto diz respeito a possibilidade de alguns títulos efetuarem pagamentos semestrais. Mas afinal, o que são estes pagamentos?

O Que São e Como Funcionam os Pagamentos Semestrais dos Títulos do Tesouro Direto?

como funciona os pagamentos semestrais de títulos públicos

O princípio básico de todo investimento é aplicar uma certa quantia inicial e receber aquele valor mais os juros do rendimento no momento de resgate ou vencimento do título.

Se você aplicou R$ 1000,00 por exemplo e o seu investimento rendeu 10%, o resgate final será no valor de R$1100,00 sendo R$1000,00 o valor referente ao aplicação inicial e R$ 100 o rendimento obtido com os juros.

Perceba que no exemplo acima foi necessário esperar até o vencimento do título para poder resgatar os juros obtidos sobre o valor principal de R$ 1000,00.

Os pagamentos semestrais permitem que você resgate a cada seis meses somente os rendimentos obtidos com os juros, e na data de vencimento do título você resgatará apenas o valor principal.

Isto permite uma liberdade maior para o investidor, uma vez que ele pode semestralmente usar este dinheiro para realocar em outro investimento de sua escolha ou complementar sua renda.

Além disso, os pagamentos semestrais permitem gerar uma espécie de fluxo de caixa. Isto é ideal para quem já está na fase de viver apenas dos rendimentos dos seus investimentos.

Os títulos que efetuam pagamentos semestrais são facilmente identificáveis pois possuem “Juros Semestrais” em seu nome.

Agora que você já sabe as características dos títulos, vou explicar cada título individualmente e como funciona a rentabilidade de cada um deles.

Tesouro Prefixado(antes chamado de LTN)

Na data que estou escrevendo este artigo o título Tesouro Prefixado com vencimento para 01/01/2018 está com rendimento de 12,96% ao ano.

tesouro prefixado rentabilidade

Isto significa que investindo hoje neste título, o investidor obterá rentabilidade de 12,96% ao ano se carregar este investimento até o final do prazo de vencimento.

Este título possui a característica de um fluxo de pagamento simples, isto é, o pagamento acontece de uma só vez no vencimento ou resgate do título.

Mantendo o título até o vencimento, o valor a ser recebido será de R$1.000,00 para cada unidade do título (se você comprar uma fração de título, o recebimento será proporcional ao percentual adquirido).

A diferença entre esse valor recebido no final da aplicação e o valor pago no momento da compra representa a rentabilidade do título.

Vantagens do Tesouro Prefixado(Antes chamado de LTN)

Algumas das vantagens do Tesouro Prefixado são:

  • O Investidor saberá no momento da compra a rentabilidade final do seu investimento.
  • Por não ter pagamentos semestrais, gerenciar as aplicações deste investimento acaba sendo mais fácil pois você não precisará se preocupar em reinvestir os pagamentos semestrais.
  • É uma boa oportunidade de investimento quando o governo sinaliza uma queda dos juros básicos da economia(taxa selic).

Tesouro Prefixado com Juros Semestrais(Antes chamado de NTNF)

Como o próprio o nome já diz, este título tem a característica de realizar pagamentos de juros a cada seis meses.

O rendimento é recebido pelo investidor ao longo do período da aplicação, diferentemente do título Tesouro Prefixado (antes chamado de LTN) o qual o pagamento acontece apenas no resgate ou vencimento do título.

Vale salientar que o pagamento dos juros semestrais tem relação direta com o mês de vencimento do título.

Perceba que título Tesouro Préfixado com Juros Semestrais 2025 (antes chamado de NTNF), tem data de vencimento em 01/01/2025, isto quer dizer que os pagamento dos juros semestrais serão sempre realizados no meses de janeiro e julho.

Tesouro prefixado com juros semestrais data de vencimento

Em outras palavras, o pagamento dos juros semestrais serão realizados nos meses de vencimento do título e imediatamente 6 meses depois, repetindo este fluxo de pagamento até o vencimento do mesmo.

Os pagamentos dos juros semestrais possuem rendimento de 10% ao ano sobre o valor de R$ 1.000,00( o qual é o valor original do título), não importando a taxa de compra que aparece na tabela do tesouro direto.

Transformando esta taxa anual para uma taxa semestral, temos uma rentabilidade de 4,88% ao semestre sobre o valor original do título.

Usando novamente o título anterior como exemplo, perceba que a taxa de compra é de 12,44% ao ano e o valor de compra é de R$ 908,89.

Tesouro prefixado com juros semestrais

Um investidor que compre apenas uma unidade deste título receberá R$ 48,81 a cada seis meses em forma de juros.

Perceba que a taxa de compra de 12,44% ao ano não teve nenhuma relevância para chegar ao valor de R$ 48,81. A taxa usada para chegar neste valor foi de 4,88% citada anteriormente pois 1.000 * 4,88% = 48,81.

Além disso, na data de vencimento do título você não receberá apenas R$ 908,89 que foi o valor investido inicialmente, e sim R$ 1.000,00 que é o valor original do título.

Isto significa que no vencimento do título, você receberá R$ 1.000,00 mais R$ 48,81 referente a última parcela de juros semestral realizado por aquele papel.

Você deve estar se perguntando: Já que a taxa de compra não serviu para nada, qual a utilidade dela?

Esta taxa influencia o valor de compra do título, tornando o mais caro ou mais barato no ato compra.

Perceba que independentemente do valor que você comprar o título, você sempre receberá R$ 1000,00 reais se carregar o título até o vencimento mais R$ 48,81 a cada semestre.

Vale salientar que os cálculos acima não levam em consideração taxas e impostos com objetivo de facilitar o cálculo e a compreensão. Além disso, os cálculos são feitos considerando apenas uma única unidade do título citado.

Caso você tenha comprado mais de uma unidade ou apenas uma fração do título citado, os cálculos serão proporcionais.

Vantagens do Tesouro Prefixado com Juros Semestrais

  • Assim como o Tesouro PréFixado, o investidor saberá no momento da compra qual a rentabilidade final do investimento.
  • Os pagamentos semestrais podem ser usados como um complemento da renda do investidor.
  • É uma boa oportunidade de investimento quando o governo sinaliza uma queda dos juros básicos da economia(taxa selic).

Tesouro Selic(antes chamado LFT)

O Tesouro Selic está no grupo dos títulos pós fixados e seu indexador como o próprio nome sugere, é a taxa básica de juros da economia conhecida por Taxa Selic.

Esta taxa é definida de tempos em tempos em reuniões realizadas pelo banco central, são realizadas no total oito reuniões por ano com objetivo de definir o rumo da taxa básica de juros no país(Taxa Selic).

Como esta taxa sofre mudanças com o passar do tempo, diferente do que acontece com os títulos prefixados, não é possível saber exatamente a rentabilidade final no momento de vencimento do título.

Este título possui a característica de um fluxo de pagamento simples, isto é, o pagamento acontece de uma só vez no vencimento ou resgate do título.

A rentabilidade do Tesouro Selic será exatamente a variação da Taxa Selic vigente desde o período que você comprou o título até a data de vencimento do mesmo.

No momento que estou escrevendo este artigo a Taxa Selic está em 13,75% ao ano, supondo que a mesma não varie até a data de vencimento do título, a rentabilidade final esperada será em torno de 13,75% ao ano.

Se você quiser saber mais um pouco sobre como funciona a Taxa Selic, leia este artigo: O que é Taxa Selic? O Guia Absolutamente Completo!

Vantagens do Tesouro Selic (antes chamado LFT)

  • Este título não apresenta rentabilidade negativa portanto, pode ser usado como um mecanismo de reserva de emergência.
  • É uma boa oportunidade de investimento quando o governo sinaliza um aumento dos juros básicos da economia(Taxa Selic)

Tesouro IPCA+ (Antes chamado de NTN-B Principal)

Este é mais um título pós fixado e possui como seu indexador o IPCA que é o índice oficial da inflação no Brasil.

Seu rendimento é composto por uma parte prefixada e uma parte pós-fixada, abaixo usarei o exemplo do título Tesouro IPCA+ 2035 para explicar como funciona.

Perceba que o a taxa de compra deste título é de 5,78% ao ano, esta taxa é responsável por ser a parte prefixada do título.

tesouro ipca+

Além dela, existe a parte pós-fixada, que é dada pela variação do IPCA desde o período que você comprou o título até a data de vencimento do mesmo.

Como a rentabilidade será sempre a variação IPCA mais a parte préfixada, você sempre terá um rendimento acima da inflação e portanto, manterá o poder de compra do seu investimento.

Um investidor que tivesse comprado este título hoje, obteria um rendimento de 5.78% ao ano mais a inflação acumulada até a data de vencimento em 15/05/2035.

Se usarmos o ano de 2015 como ponto de partida, em 2015 o investidor obteria um rendimento de 5,78% a.a mais a inflação acumulada desde a data de compra do título até o ultimo dia de 2015, ou seja, 31/12/2015.

Em 2016 obteria 5,78% a.a(ao ano) mais a inflação acumulada de 2016. Em 2017 também receberia 5,78% a.a(ao ano) mais a inflação acumulada de 2017. E assim sucessivamente até a data de vencimento do título.

Este título também possui um fluxo de pagamento simples, isto é, o pagamento acontece de uma só vez no vencimento ou resgate do título.

Vantagens do Tesouro IPCA+ (Antes chamado de NTN-B Principal)

  • Uma ótima oportunidade para investidores que desejam poupar para garantir sua aposentadoria, pois o poder de compra do dinheiro é preservado.
  • Por possuir títulos de longo prazo, é ideal para o investidor que deseja investir para adquirir sua casa própria ou poupar para o estudo dos filhos

Tesouro IPCA+ com Juros Semestrais (Antes chamado de NTN-B)

Como o próprio o nome já diz, este título tem a característica de realizar pagamentos de juros a cada seis meses.

O rendimento é recebido pelo investidor ao longo do período da aplicação, diferentemente do título Tesouro IPCA+  (Antes chamado de NTB – Principal) o qual o pagamento acontece apenas no resgate ou vencimento do título.

Aqui também vale salientar que o pagamento dos juros semestrais tem relação direta com o mês de vencimento do título.

tesouro ipca+ juros semestrais vencimento

Perceba que título Tesouro IPCA+ com Juros Semestrais 2050 (antes chamado de NTNB), tem data de vencimento em 15/08/2050, isto quer dizer que os pagamentos dos juros semestrais serão sempre realizados no meses de agosto e fevereiro.

Em outras palavras, o pagamento dos juros semestrais serão realizados nos meses de vencimento do título e imediatamente 6 meses depois, repetindo este fluxo de pagamento até o vencimento do mesmo.

Agora que você já sabe quando os pagamentos dos juros semestrais são realizados, abordarei sobre a rentabilidade do Tesouro IPCA+ com Juros Semestrais.

Você descobriu lendo sobre títulos prefixados que os mesmos possuem o valor na data de vencimento igual a R$ 1.000,00. Este valor também é conhecido como o valor original do título.

No Tesouro IPCA+ com juros semestrais, o valor original do título não é definido no momento do seu vencimento, e sim no momento que aquele título foi criado. A este momento especifico é dado o nome de Data Base.

Na data que este artigo está sendo escrito, a data base de todos os os títulos indexados ao IPCA é 15/07/2000.

Para saber o valor atualizado do título na data de hoje, seria necessário calcular toda a inflação acumulada(IPCA) desde a data base, até a data atual. Felizmente este valor está disponível para consulta através do site da ANBIMA, e pode ser acessado clicando aqui.

Na data de hoje, o valor atualizado é de R$ 2.640,25. Este é o valor original do título acrescido de toda a inflação acumulada desde a data base até o dia atual.

Os pagamentos dos juros semestrais possuem rendimento de 6% ao ano sobre o valor atualizado do título.

Transformando esta taxa anual para uma taxa semestral, teríamos uma rentabilidade de 2,96% ao semestre sobre o valor atualizado do título.

Assim, supondo que o pagamento dos juros semestrais fosse hoje, você receberia aproximadamente R$ 78,15, ou seja, 2.640,25 * 2,96% = 78,15.

Para saber o novo valor dos juros semestrais daqui a 6 meses, bastaria calcular 2.96% sobre o novo valor atualizado do título naquela data. Vale salientar que o valor atualizado poderá sempre ser consultado no site da ANBIMA conforme explicado anteriormente.

Conforme você pode perceber pelo exemplo acima, calcular o valor dos juros semestrais não é nada difícil, basta pegar o valor atualizado do título e multiplicar por 2,96%.

Além dos pagamentos semestrais, o investidor receberá no momento de vencimento do título o valor investido inicialmente mais a variação do IPCA durante todo o período que permaneceu com o papel.

No exemplo da figura abaixo, o valor inicial investido seria de R$ 2.754.61, e o valor total resgatado na data de vencimento seria R$ 2.754.61 + IPCA.

tesouro ipca+ juros semestrais

Talvez neste momento você esteja se perguntando qual a influência da taxa de compra representada pelo valor 5.80% da tabela acima.

Esta taxa influencia o valor de compra do título, tornando o mais caro ou mais barato no ato compra.

Vale salientar que os cálculos acima não levam em consideração taxas e impostos com objetivo de facilitar o cálculo e a compreensão. Além disso, os cálculos são feitos considerando apenas uma única unidade do título citado.

Vantagens do Tesouro IPCA+ com Juros Semestrais (Antes chamado de NTN-B)

  • Permite manter o poder de compra do dinheiro aplicado pois é indexado ao índice de inflação oficial do Brasil IPCA.
  • É indicado para pessoas que já estão no final do processo de acumulação de patrimônio e pretendem usar os pagamentos semestrais como complemento de renda.

Investir em Títulos Públicos é Seguro?investir em títulos públicos é seguro

Acredito ser importante salientar que é impossível evitar o risco em qualquer investimento, até mesmo a tradicional caderneta de poupança possui seus riscos.

Ao investir no tesouro direto o investidor estará sujeito a basicamente 3 tipos de riscos:

  1. Risco de Crédito
  2. Risco de Liquidez
  3. Risco de Mercado

O primeiro faz referência ao calote por parte do governo, ou seja, o governo não devolveria o dinheiro que foi investido por você.

Esta possibilidade é considerada praticamente remota, e caso aconteça, significaria a falência total da economia do país, o que levaria uma quebradeira em cascata de empresas e bancos.

No cenário acima, seu dinheiro dificilmente estará a salvo independentemente de onde você tenha investido o mesmo.

Uma dúvida comum é sobre a garantia do FGC(Fundo Garantidor de Crédito) para títulos públicos.

O FGC é uma entidade privada, sem fins lucrativos que garante aplicações realizadas em produtos de renda fixa como LCI, CDB e LCA no valor de até R$ 250.000,00 reais por CPF em cada instituição financeira.

Os títulos do tesouro direto não são cobertos pelos FGC, e ao contrário do que você possa estar imaginando, isto não é nenhum problema.

Investir em títulos públicos significa investir na aplicação mais segura do país, e caso um possível calote por parte do governo aconteça, o FGC também já estaria quebrado.

O segundo faz referência ao conceito de liquidez que diz respeito ao tempo necessário para um determinado investimento se transformar em dinheiro no seu bolso.

Imóveis costumam ter um sério problema de liquidez pois não é fácil vender um imóvel e você pode demorar meses até conseguir vender sua casa ou apartamento.

Se você precisar do dinheiro da venda do imóvel para alguma emergência, você pode estar em sérios apuros.

O Tesouro direto possui liquidez diária, isto significa que você poderá resgatar seus títulos sempre que precisar em qualquer dia do ano.

Em dias uteis, os resgates dos títulos acontecem a partir das 18 horas até as 5 horas da madrugada do dia seguinte.

Em finais de semana e feriados o resgate poderá ser feito em qualquer horário do dia.

Vale lembrar que apesar da liquidez ser diária, o dinheiro só estará disponível na conta da corretora um dia útil após o pedido de resgate ter sido realizado.

É importante salientar também que dependendo do valor de resgate, poderá demorar mais 1 dia útil para o dinheiro estar efetivamente na sua conta bancária, pois o mesmo precisará ser transferido por meio de DOC ou TED da conta da corretora.

Apesar de não possuir liquidez instantânea como a caderneta de poupança, podemos dizer que o risco de liquidez do tesouro direto é praticamente nulo. Isto acontece, pois, o tempo entre o resgate e a disponibilidade do dinheiro  na conta bancária do investidor é mínimo.

O terceiro faz referência ao risco de resgatar os títulos antes do prazo de vencimento do mesmo.

Para que você entenda este risco, é importante saber que são negociados milhões de títulos públicos diariamente.

Clicando aqui você poderá ver no site do Tesouro Nacional a quantidade de títulos negociados para cada dia do ano no mercado secundário.

As negociações realizadas neste mercado fazem os valores dos títulos oscilarem diariamente, por isso o nome “risco de mercado”, pois os valores estão sujeitos a variações de oferta e demanda.

Mantendo seu título até a data de vencimento, você ficará totalmente livre deste risco, pois o governo garantirá o pagamento do seu investimento conforme as condições definidas no ato da compra.

Entretanto, caso decida vender seu título antecipadamente, você estará sujeito ao “humor” do mercado e poderá até mesmo perder dinheiro.

Em resumo, se você pretende carregar seus títulos até a data de vencimento, não existem motivos para preocupação.

Por outro lado, caso decida vende-los antecipadamente, é possível obter rentabilidade negativa e portanto, perder dinheiro.

Tributação do Tesouro Direto

tesouro direto e imposto de renda

São dois os tipos de tributos a serem pagos sobre os títulos tesouro direto, o primeiro é o imposto de renda e o segundo é o IOF. Abordarei o imposto de renda primeiro.

Títulos Públicos e Imposto de Renda

Assim como acontece com outros investimentos de renda fixa, os títulos do tesouro direto seguem a tabela regressiva de tributação.

Esta tabela favorece o investidor que estiver disposto a deixar seu dinheiro investido por mais tempo, pois quanto maior o período que o dinheiro estiver aplicado, menos imposto o ele pagará no final.

Vale salientar que apenas os rendimentos são tributados, o valor principal não é passível de tributação pelo governo.

Isto significa também que caso o investidor tenha prejuízo com alguma operação no tesouro direto, não pagará imposto de renda.

A tabela de tributação regressiva segue as seguintes regras abaixo, lembre-se que quanto mais tempo o dinheiro estiver investido, menor será o imposto a ser pago.

  • Incidência de 22,5% sobre os rendimentos para aplicações com prazo de até 180 dias
  • Incidência de 20% sobre os rendimentos para aplicações entre 181 dias e 360 dias
  • Incidência de 17,5% sobre os rendimentos para aplicações com prazo de 361 até 720 dias
  • Incidência de 15% sobre os rendimentos para aplicações com prazo maior que 720 dias.

O imposto é cobrado somente no resgate do título e o recolhimento do mesmo é de responsabilidade da corretora, não cabendo ao investidor lidar com esta parte burocrática.

Títulos Públicos e Imposto de Renda sobre os Títulos que Fazem Pagamentos Semestrais

Os títulos do tesouro direto que fazem pagamentos semestrais também estão sujeitos as mesmas regras de tributações descritas acima, entretanto vale a pena esclarecer uma dúvida comum sobre a tributação que incide sobre os pagamentos semestrais.

Os pagamentos semestrais sofrerão incidência de imposto baseado no tempo decorrido desde o momento da compra do título até suas respectivas datas de pagamento. Não entendeu? Vou exemplificar para você entender melhor.

Vamos supor que um investidor adquiriu uma unidade do tesouro prefixado com juros semestrais em março de 2015.

Tesouro prefixado com juros semestrais data de vencimento

Conforme você já leu neste artigo, o primeiro pagamento semestral deste título acontecerá no mês de julho de 2015.

Como o tempo decorrido desde o momento da compra do título até a realização do primeiro pagamento semestral é inferior a 180 dias, sobre este primeiro pagamento será tributado o valor de 22.5% de imposto de acordo com a tabela regressiva.

Já no próximo pagamento semestral que acontecerá em janeiro de 2016, a tributação será de 20% de acordo com a tabela regressiva.

E assim sucessivamente até que o tempo decorrido entre a compra do título e o pagamento semestral seja superior a dois anos(720 dias), quando finalmente os pagamentos semestrais sofrerão incidência da alíquota mínima de 15% conforme a tabela regressiva.

Este comportamento será observado sempre que um título com pagamento semestral for adquirido pelo investidor. Assim:

  • Primeiro pagamento semestral – Incidência de 22,5% de imposto de renda
  • Segundo pagamento semestral – Incidência de 20,0% de imposto de renda
  • Terceiro pagamento semestral – Incidência de 17.5 de imposto de renda
  • A partir do quarto pagamento semestral – Incidência de 15% de imposto de renda

Consequência do Imposto de Renda sobre os Pagamentos Semestrais

Se você olhar a figura baixo, temos dois títulos prefixados e com a mesma data de vencimento. Perceba que a única diferença entre eles é o fato de um efetuar pagamentos semestrais e o outro não.

Tesouro prefixado com juros semestrais ou sem

Diante desta diferença, muitos investidores ficam na dúvida sobre qual entre os títulos acima é o mais rentável.

A resposta está diretamente ligada a tributação que incide nestes títulos. Para que a comparação seja justa, é necessário que o investidor reinvista os juros semestrais para que eles se beneficiem da força dos juros compostos.

Temos dois problemas que afetam a rentabilidade de títulos com juros semestrais quando comparados com um similar sem pagamento semestral:

  1. Os primeiros pagamentos semestrais sofrem com a incidência de imposto acima 15%, conforme já exemplificado
  2. A necessidade de reinvestir os juros semestrais pode fazer com que o dinheiro fique parado na conta da corretora por alguns dias, momento o qual não estará sendo corrigido com juros, portanto não estará fazendo uso da força dos juros compostos.

Os dois problemas acima não acontecem em títulos sem pagamento semestral, pois os juros são automaticamente reinvestidos(uma vez que não há resgate dos mesmos).

Além disso, após um período de dois anos, ocorrerá tributação somente com a percentagem mínima da tabela(15%), diferente do que aconteceu com o título de juros semestrais.

Em resumo, o investidor ganha mais porque o imposto cobrado será menor e o uso da força dos juros compostos será preservado.

Títulos Públicos e IOF

É importante salientar que o imposto sobre operações financeiras(IOF) incide somente nos casos em que o resgate da aplicação tenha ocorrido dentro do prazo de 30 dias após a aplicação inicial.

Ele serve como um grande desestimulador para o investidor resgatar sua aplicação em períodos de curtíssimo prazo.

Sua incidência é máxima no primeiro dia após a aplicação e decresce até zero com 30 dias.

Segue abaixo tabela ilustrativa:

Tabela de IOF para Tesouro Direto

Taxas do Tesouro Direto

taxas do tesouro direto

Conforme você leu no início deste artigo, o tesouro direto é uma parceria entre o Tesouro Nacional e a BMF&BOVESPA a qual é bolsa de valores oficial aqui no país.

Serão duas as taxas a serem cobradas:

  1. Taxa de Custódia
  2. Taxa de corretagem

A taxa de custódia é cobrada pela BMF&BOVESPA e faz referência aos serviços de guarda dos títulos e às informações e movimentações dos saldos.

O valor da taxa de custódia é de 0,3% ao ano sobre todo o valor aplicado por você em títulos do tesouro direto.

Isto significa que a cada R$ 1000,00 que você possuir aplicado em títulos públicos, R$ 3 reais serão pagos anualmente a BMF&BOVESPA para fins de administração dos títulos.

A taxa de custódia pode ser facilmente comparada com a taxa de administração encontrada em fundos de investimentos e fundos de previdência privada no mercado.

Em geral, a taxa cobrada no tesouro direto tende a ser significativamente menor do que a taxa de administração cobrada nestes fundos, esta diferença tende a se acentuar ainda mais quando o fundo é destinado ao pequeno investidor.

Veja por exemplo os fundos oferecidos para um investidor que decida aplicar seu dinheiro em algum fundo do ITAU: Clique aqui e veja os fundos oferecidos pelo ITAU.

Perceba que todos os fundos possuem a coluna “Taxa de Adm” com valores bem superiores a taxa de 0,3% a.a(ao ano) ofertados pelo tesouro direto.

Desta maneira, é fácil perceber que o tesouro direto é um ótimo negócio, pois uma menor taxa de administração significa uma maior rentabilidade final para o investidor.

A taxa de corretagem é a taxa que a instituição financeira cobrará de você por estar usando a plataforma dela para investir no tesouro direto.

Aqui as taxas variam bastante pois cada instituição é livre para cobrar o quanto quiser.

Em geral as taxas mais altas são encontradas em grandes bancos, por isso é mais vantajoso você abrir uma conta numa corretora de valores para começar a investir.

Clicando aqui você poderá consultar no próprio site do tesouro direto todas as instituições financeiras credenciadas com suas respectivas taxas de corretagem.

Como Investir em Títulos Públicos sem Receio em 6 Passos Incrivelmente Simples

como investir em títulos públicos

Agora que você já tem uma noção geral de como funciona o tesouro direto, abordarei passo-a-passo de maneira simples como investir no nele.

#1 Diminuía seus custos antes mesmo de começar a investir.

Antes de começar, é necessário preparar o terreno para que o custo ao se investir seja o menor possível.

Neste primeiro passo, você abrirá uma conta digital. Ela vai permitir que você faça transferências da sua conta bancária para a conta da corretora sem custo nenhum.

Este passo é muito importante principalmente para o pequeno investidor que pretende investir pequenas quantias mensais.

Clicando aqui você poderá consultar esta tabela do Banco Central com os valores de TED e DOC de algumas instituições financeiras.

Como se vê na tabela, uma transferência não sai por menos do que R$ 7,00 reais, comprometendo boa parte do rendimento de uma aplicação. Se você resolver investir R$ 500,00 por mês no tesouro direto, os 7 reais gastos com a transferência já correspondem a um prejuízo de -1,4%.

Para descobrir como se livrar de tarifas bancárias de uma vez por todas, leia o artigo: Como Não Pagar Taxas e Tarifas de Banco – O Guia Definitivo  já publicado aqui no site.

#2 Como Escolher a Melhor Corretora de Valores para Começar a Investir

Infelizmente para começar a adquirir títulos públicos, você não poderá compra-los diretamente do tesouro direto. Para que isso aconteça, você precisará de um intermediário, ou seja, uma corretora de valores.

Supondo que você não pulou o passo #1 e já providenciou sua conta digital, um erro muito comum de quem está começando agora é querer usar a própria corretora do seu banco.

Se este é o seu caso, saiba que as corretoras integradas dos grandes bancos cobram taxas muito maiores do que as corretoras independentes(que não possuem vínculo com bancos).

Taxas maiores diminuem a rentabilidade final do seu investimento, portanto, a dica aqui é sempre usar uma corretora independente.

Além disso, o foco de uma “corretora de valores independente” é atrair investidores e ser um verdadeiro “shopping center de ativos”, logo, o atendimento ao cliente tende a ser mais qualificado do que os grandes bancos de varejo.

Existem uma série de corretoras de valores disponíveis para investir no tesouro direto, e todas elas podem ser consultadas no próprio site do Tesouro Direto, clicando aqui.

Em vez de fazer você olhar uma por uma, eu vou te mostrar exatamente quais características você precisa saber para escolher uma corretora de valores. Os 3 aspectos relevantes são:

  1. Veja se a corretora está no ranking top 10 do próprio site do tesouro direto.
  2. Compare as taxas de administração de cada corretora.
  3. Faça o “test drive”

O primeiro faz referência ao ranking top 10 de compras realizadas por uma corretora no tesouro direto. Você pode acessar este ranking clicando aqui e depois clicar em “ranking de compras” no final da pagina.

Este ranking também é uma maneira de medir a robustez de uma corretora e na data que este artigo esta sendo escrito, as únicas “corretoras independentes” que estão neste ranking são a Rico, XP Investimentos, Socopa, EasyInvest e Spinelli.

Além de pertencer ao ranking, é importante verificar qual corretora cobra a menor taxa de administração, esta taxa foi citada na parte de taxas do tesouro direto deste artigo e é cobrada pois  você está usando a plataforma da corretora para investir no tesouro direto.

O ranking também pode ser consultado no próprio site do tesouro direto e no momento que este artigo está sendo escrito, existem corretoras cobrando taxa zero de administração. Basta clicar no link anterior e observar a coluna “taxa” da tabela ao final da página.

Por último, o que eu gosto de chamar de “faça o test drive”. Até o momento que este artigo foi escrito, todas as “corretoras independentes” do ranking top 10 permitem a abertura gratuita de uma conta em suas plataformas.

Isto é uma ótima oportunidade para você testar o site, a plataforma, o atendimento e se familiarizar com o todo o ambiente de uma corretora de valores sem custo algum.

O cadastro geralmente é feito pelo próprio site da corretora, bastando acessar o site da mesma e seguir os passos descritos por ela.

Para saber mais sobre corretora de valores, leia o artigo Como Escolher sem Medo a Melhor Corretora de Valores para Renda Fixa e Tesouro direto.

#3 Saiba o que Levar Consideração ao Comprar um Título do Tesouro Direto

Uma dúvida muito comum é sobre qual título comprar. Quando o assunto é poupar e investir dinheiro, é preciso sempre ter em mente um objetivo a ser alcançado.

Investir pelo simples ato de investir pode até funcionar nos primeiros meses, mas a probabilidade de você continuar esse processo fica comprometida se você não possuir um objetivo financeiro.

Ter um objetivo ao investir fará você ter um propósito, diminuindo a probabilidade de você desistir no meio do caminho e consequentemente aumentando suas chances de sucesso ao tentar alcançar este objetivo.

O tesouro direto é um ótimo meio para investir pensando em objetivos financeiros pois cada título possui uma data de vencimento específica, permitindo investir para o curto, médio ou longo prazo.

Neste passo a dica é bem simples, tente escolher o título público que mais se aproxima da data de vencimento que você pretende realizar seu objetivo.

Além disso, vale a pena reforçar que alguns títulos são mais aconselhados para certos tipos de objetivos do que outros, darei alguns exemplos abaixo.

  • Tesouro Selic

Conforme já explicado neste artigo, é ideal para momentos que os juros básicos da economia estiverem altos. Apesar deste título possuir uma data de vencimento, ela não chega a ter tanta relevância pois ele é o único que venda antecipada(antes da data de vencimento) não acarretará prejuízos ao investidor.

O Tesouro Selic permitirá você aplicar seu dinheiro e resgata-lo a qualquer momento para cobrir necessidades eventuais sem medo de perder dinheiro.

Desta maneira, é um título que você pode usar como reserva de emergência, objetivos de curto prazo ou para objetivos os quais você ainda não tenha uma data estipulada.

É também muito recomendado para quem deseja ter sua primeira experiência com o tesouro direto pois este título não permite uma rentabilidade negativa.

  • Tesouro IPCA+ e Tesouro IPCA+ com Juros Semestrais

Estes títulos possuem a característica de manter o poder de compra do dinheiro investido até a data de vencimento pois são corrigidos pelo índice oficial da inflação no Brasil.

Diferentemente do que acontece com o Tesouro Selic, a venda antecipada destes títulos(antes da data de vencimento) pode gerar prejuízos ao investidor, por isso o ideal aqui é sempre escolher o título que tem data de vencimento mais adequada ao seu objetivo.

Por serem títulos corrigidos pela inflação, são ideais para investir pensando na aposentadoria (longo prazo) ou para adquirir bens que também são corrigidos pela inflação como carros e imóveis(médio prazo).

Muitos casais também desejam formar uma poupança para seus filhos recém-nascidos com objetivo de que os mesmos resgatem este dinheiro aos 18 anos. Por possuir prazos bem longos, este título é ideal para projetos futuros que demorarão muito tempo para acontecer ou para projetos de médio prazo como a compra de um automóvel citada anteriormente.

Os títulos desta categoria divergem no quesito pagamento de juros semestrais, modalidade recomendada para quem quer receber pagamentos semestrais como forma de complemento de sua renda ou para reaplicar este dinheiro em outros investimentos.

Vale lembrar que a rentabilidade de um título com pagamento de juros semestrais será sempre inferior quando comparado a um título sem pagamento semestral.

  • Tesouro Prefixado e Tesouro Prefixado com Juros Semestrais

Reiterando o que já foi escrito neste artigo, são títulos que oferecem uma ótima oportunidade para o investidor que conseguir prever uma tendência de queda da taxa básica de juros da economia(Taxa Selic).

Não costumam ser ofertados com prazos muito longos, sendo perfeitos para objetivos financeiros de curto e médio prazo como uma viagem ou compra de um automóvel.

Por serem títulos prefixados, permitem que o investidor saiba quanto terá ao final de sua aplicação. Além disso, deve-se tentar conciliar o objetivo financeiro com o prazo de vencimento do título.

Aqui os títulos também divergem no quesito pagamento de juros semestrais, entretanto as recomendações são as mesmas que foram feitas na parte Tesouro IPCA+ do item #2.

#4 Entendendo a Tabela de Títulos do Tesouro Direto

Antes de começar a comprar e vender títulos públicos, é importante entender o que significa algumas colunas da tabela dos títulos disponíveis para compra e venda. Entende-las é bem simples como você verá abaixo.

Explicarei as colunas mais importantes que você precisa saber e o que elas significam.

Tabela de títulos do tesouro direto

Da esquerda para a direita, a primeira coluna é a de títulos.

Nesta coluna você encontrará o nome de cada título seguido do seu respectivo ano de vencimento.

Por exemplo, o título “Tesouro Selic 2017” possui o número “2017” que significa que este título vencerá no ano de 2017. Perceba que se você olhar a data de vencimento deste título, você comprovará esta informação.

A segunda coluna é a de vencimento e como o próprio nome sugere, significa a data de vencimento do título em questão.

A terceira coluna é a taxa de compra, e ela funciona de maneira diferente para cada título, conforme já foi explicado na seção “Conheça quais são os títulos do tesouro direto” deste artigo.

Perceba que nesta coluna é possível encontrar títulos que não possuem a taxa de compra indicada. Isto acontece pois estes títulos não estão mais disponíveis para compra, somente para venda.

Em geral, o tesouro direto cessa a disponibilização de um título para compra quando restam apenas 2 anos para o seu vencimento.

A próxima e última coluna que você precisa saber é a Preço unitário do dia(Compra). Como o próprio nome sugere, ela é o valor que você pagará pelo título no ato da compra.

Conforme você verá no próximo passo, é possível comprar frações de um título, ou seja, não é necessário comprar o título desejado pelo valor integral mostrado na tabela.

#5 Como Comprar ou Adquirir Títulos Públicos do Tesouro Direto?

Agora que você diminuiu seus custos, escolheu sua corretora, definiu o melhor título baseado no seu objetivo e sabe o que deve olhar na tabela de títulos, é hora de por a mão na massa e comprar o seu primeiro título.

Se esta é realmente a sua primeira vez adquirindo um título do tesouro direto, aconselho fazer uma compra com o menor valor possível em Tesouro Selic. O objetivo desta compra é ter sua primeira experiência em investir em títulos públicos e ganhar confiança.

Lembre-se, não existe possibilidade de perder dinheiro investindo neste título, e ter este primeiro contato inicial é muito importante para ganhar auto confiança e continuar investindo no futuro.

Existem duas alternativas para efetuar as compras dos títulos do tesouro direto.

  1. Através do site da própria corretora de valores
  2. Através do portal do investidor, dentro do próprio site do tesouro direto.

A primeira opção está disponível para todo investidor que possui uma corretora classificada como agente integrado.

Ser agente integrado nada mais é do que a possibilidade de efetuar as compras de títulos públicos através da própria plataforma da corretora de valores, ou seja, sem a necessidade de acessar o portal do investidor do tesouro direto.

A segunda opção é através do portal do investidor, para acessa-lo você deve utilizar a senha da BM&FBovespa que deverá ser enviada para você por e-mail quando seu cadastro na corretora for realizado. Se você ainda não recebeu esta senha, entre em contato com a sua corretora.

No artigo Como Comprar Passo-a-Passo Títulos Públicos pelo Portal do Investidor do Tesouro Direto? – O Guia Simples e Prático, eu explico como você poderá realizar a compra do seu primeiro título público.

Para acessar o portal do investidor, basta clicar aqui e preencher seu CPF e sua senha.

A primeira vista os valores de compra dos títulos podem parecer bem elevados para o investidor iniciante, entretanto o tesouro direto permite a compra fracionada dos títulos.

tesouro selic

Usando o exemplo do Tesouro Selic abaixo, perceba que o valor unitário do título é de R$ 6.822.21.

Este é o valor que o investidor precisaria desembolsar caso quisesse comprar apenas uma unidade do título.

Entretanto é possível adquirir frações do título múltiplas de 1%. Isto quer dizer que você poderá comprar apenas 1% deste título pagando aproximadamente R$ 68,23.

No ato da compra, o investidor pode optar por informar o valor financeiro ou a quantidade de títulos que pretende adquirir.

Caso informe o valor financeiro, o sistema do Tesouro Direto o ajustará automaticamente para o valor mais próximo que represente uma quantidade de títulos múltipla de 0,01(1% do título), já descontando as taxas de serviços cobradas.

O investidor poderá confirmar a compra ou alterar novamente os valores informados até chegar ao montante desejado para investimento.

O sistema possui uma trava para valores abaixo de R$ 30,00. Isso significa que se o preço do título for tal que 1% dele totalize valor menor que R$ 30,00, não será possível realizar sua compra.

Os investidores podem realizar compras no Tesouro Direto todos os dias, entre às 9 horas de um dia às 5 horas do dia seguinte.

Nos fins de semana, é possível comprar e vender no Tesouro Direto entre às 9 horas de sexta-feira e às 5 horas de segunda-feira, ininterruptamente.

Nos dias úteis, entre às 5 horas e às 9 horas, o Tesouro Direto fica fechado para manutenção do sistema.

É importante salientar que após comandar a compra de um título, não é mais possível cancelar a operação, portanto tenha certeza que o saldo na conta da corretora é suficiente para cobrir todos os comandos de compra.

Caso o saldo seja insuficiente, o tesouro direto aplicará punições que vão desde uma simples advertência por e-mail até a suspensão do investidor por uma prazo de 60 dias.

#6 Como Vender ou Resgatar seus Títulos no Tesouro Direto?

A venda ou resgate dos títulos podem acontecer de 2 formas:

  1. Automaticamente na data de vencimento do título.
  2. Realizadas de forma antecipada, sem esperar o vencimento do título.

O primeiro caso acontece de maneira automática e não precisa de interferência por parte do investidor.

Sempre que um título vencer, o valor investido será resgatado automaticamente do tesouro direto e colocado a disposição do investidor na conta da corretora.

A segunda possibilidade implica na venda antecipada do título antes da data de vencimento do mesmo.

O tesouro direto é uma ótima forma de investir e bem rentável para os investidores que tiverem dispostos a esperar até a data de vencimento para resgatar seus títulos, mas também pode acarretar prejuízos quando o resgate for feito antes deste prazo.

É importante esclarecer aqui que o valores dos títulos oscilam diariamente, refletindo a expectativa do mercado sobre as taxas de juros futuras.

Desta maneira, ao resgatar um título de maneira antecipada, você estará pagando o valor de mercado do título. Isto pode acarretar prejuízos ou ganhos acima do que foi inicialmente contratado.

A estratégia de venda de títulos de maneira antecipada não é o foco deste artigo, ela é uma estratégia mais avançada e requer um nível de conhecimento mais elevado.

A ideia aqui é bem simples, tentar conciliar a data que você deseja concretizar seu objetivo financeiro com o vencimento do título mais adequado.

Vale lembrar que a possibilidade de prejuízo acontece apenas nas vendas antes do prazo do vencimento, se você esperar até o vencimento do título, não haverá perdas.

Vale lembrar também que o Tesouro Selic é o único título que foge da regra acima. Assim, ele poderá ser resgatado a qualquer momento sem receio de perder dinheiro.

O tesouro direto possibilita que o investidor venda seus títulos diariamente a partir das 18 horas de um dia até as 5 horas do dia seguinte. No finais de semana a venda pode ser realizada em qualquer horário.

Conclusão

como investir em títulos públicos

 

Neste artigo você entendeu o que são títulos públicos e o que é o tesouro direto.

Descobriu as vantagens de se investir no tesouro direto e o que você precisa para começar a investir nele. Além disso, viu que os títulos podem ser prefixados ou pós-fixados.

Aprendeu a característica de cada título disponível e como eles funcionam.

Entendeu também como funciona a tributação de imposto de renda e IOF para títulos públicos e quais são as taxas existentes no tesouro direto.

Por último, viu um passo-a-passo simples e direto do que você precisa saber para realizar a sua primeira compra e venda de um título público.

O que eu posso fazer agora?

  1. Gostou do artigo? Conseguiu aprender coisas novas? Quer Receber mais conteúdo como este, conhecer outros investimentos e ainda receber dicas quentes que vão te ajudar a economizar e poupar ainda mais o seu dinheiro? Clique aqui e saiba mais sobre meu curso 100% gratuito.
  2. Interessado em um treinamento específico sobre tesouro direto para acelerar seu aprendizado sobre uma das melhores aplicações financeiras do mercado? Clique aqui e conheça o treinamento recomendado Tesouro Direto Descomplicado.
  3. Por último, se você gostou deste artigo, compartilhe ele com seus amigos nas redes sociais! Eles com certeza vão adorar!
Crédito das Imagens usadas neste artigo: Depositphotos.
  • David

    Boa tarde Mayko,
    De ontem para hoje eu estive pesquisando sobre tesouro direto, vi suas dicas e fiz meu cadastro na CBLC (eu acho).
    Hoje recebi um e-mail com a senha para entrar no tesouro direto. Eu fiz minha primeira compra, um título do tipo “Tesouro Selic 2021 (LFT), comprei 0,01% desse título só para aprender como funciona. Estou muito entusiasmado!
    Obrigado pelas dicas postadas neste artigo, recomendo a todos que o lerem para investirem no tesouro direto, é muito fácil!

    • Oi David, muito legal saber que este artigo te ajudou. Investir no tesouro direto de fato não tem nenhum mistério. Parabéns pela sua primeira compra e que seja a primeira de muitas que virão.

  • Frankleildo

    Olá, Mayko, primeiro parabens pelo site e pelos artigos estou mais ou menos na situação do David, pesquisando sobre o Tesouro Direto e seu site aprensenta muitas informações e bem explicadas, quero investir para intercambio, daqio 4 – 5 anos, inicialmente estava pensando em investir 50-25 e 25, mas agora mediante seu artigo achei mais interessante investir 75% e 25% em Tesouro Pré Fixado e Tesouro Selic respectivamente já que a a ideia e resgate a longo prazo e nao exatamente aposentadoria ou curto prazo como a Selic, o que acha?

    • Oi Frankleildo, você só deve tomar cuidado para escolher um título pre fixado com data de vencimento próxima da data que você deseja realizar o intercambio. Caso contrário, haverá risco de perder dinheiro.
      Se resolver investir somente no Tesouro Selic, não precisará se preocupar com isso.

  • Anderson Bays

    Parabéns, este artigo foi o mais completo sobre tesouro nacional que eu já li, apesar de estar estudando a algum tempo esta modalidade e já ter começado a investir, ainda tinha algumas dúvida que foram sanadas lendo este texto.

    • Oi Anderson, legal que gostou. Ele ainda está incompleto, pretendo fazer um vídeo sobre este tema na mesma “pegada” dos outros artigos em breve.

  • João Victor

    Genial,
    quando li que o primeiro passo deveria ser abrir uma conta digital, fiquei
    feliz por já ter tomado essa iniciativa, inclusive, tomei através do aprendizado
    que obtive neste blog

    • Valeu pelo comentário João. Usar uma conta digital é essencial para diminuir os custos ao se começar a investir. Isto é muito importante principalmente para quem está começando com pouco dinheiro.

  • Ivan Matos

    Boa noite, Mayko!
    No trecho do Tesouro Prefixado com Juros Semestrais, entendi perfeitamente como funciona o Juros Semestral, mas só não entendi a teoria sobre porque a taxa de 10% a.a. cai para 9,76% a.a. (ou seja, 4,88% por semestre)…

    Abração!

    • Os juros sao compostos. Pegar uma taxa anual e simplesmente dividir pelo numero de meses é uma forma errada de converter estas taxas. De uma olhada no google sobre conversao de taxa anual em mensal.

      • Ivan Matos

        Eh mesmo! Viajei! Kkkkk obrigado!

  • Ivan Matos

    Pow, acabei agora o seu treinamento básico! Estou empolgadissimo! Já estou investindo em dois CDBs e no tesouro Selic! Continuarei acumulando dinheiro nesse tesouro, até ter o suficiente para investir em um título privado mais rentável!

    To achando essa uma boa estrategia, já que como aprendi contigo, não há chance de prejuízos com o tesouro Selic, mesmo resgatando antes!
    Maluco, to dando muitas aulas pra meus amigos! Eh muito maneiro difundir esse conhecimento! Aproveito e sempre que dá tbm divulgo seu trabalho, que eh excepcional!

    Mayko, muito obrigado pelos ensinamentos! Vc eh meu ídolo, mlk!
    Não vejo a hora do “treinamento de valor” começar! Kkkk

    • Oi Ivan, que bom que gostou =)

      Só fazendo um pequeno adendo, devido aos impostos(vide IOF) e taxas, você poderá ter um prejuízo no tesouro Selic caso venda o título em um período inferior a 30 dias após a data de compra(na verdade costuma ser de 15 dias). Entretanto após esse período, você realmente não precisa se preocupar. Farei um vídeo para este artigo e atualizarei ele falando mais a respeito desta situação especifica.

      • Ivan Matos

        Ah, sim! Bem lembrado! Rs
        Eh, eu até pensei nisso. Não planejava mesmo sacar antes de um mês. O mesmo planejei para aquele CDB de liquidez diária do Sofisa, pois queria mesmo evitar o IOF. Mas meu plano foi mais instintivo do que calculado, pq odeio levar prejuízo bobo ne kkkkkkk

        Mas Obrigadao ae pelo aviso! Muito bacana saber esses detalhes!

  • Ivan Matos

    Olá, Mayko!

    Fiquei um pouco confuso agora..
    Pelo seu artigo, entendi que os juros semestrais são um rendimento extra, e no final recebemos os 1000 reais por cada títulos, mesmo tendo recebido os juros semestrais durante todo o período em que fui dono do papel.

    Mas agora, ao ler um artigo do portal do tesouro, entendi que os juros são uma antecipação da rentabilidade final… Não entendi…

    Vc poderia dar uma olhada e me dizer o que acha?
    Segue abaixo o link:

    http://www.tesouro.fazenda.gov.br/tesouro-direto-precos-e-taxas-dos-titulos

    Eh o parágrafo logo abaixo da tabela.

    Obrigado, meu amigo!
    Grande abraço!

    • Oi Ivan,

      Acredito que o o que Tesouro Direto quis dizer que você não se beneficiará da força dos juros compostos como se fosse um título sem juros semestrais. Isto acontece porque os rendimentos são depositados diretamente em sua conta da corretora e não são reinvestidos automáticamente(não gerando um efeito de juros sobre juros). Já deu olhada nesta página aqui? http://www.tesouro.fazenda.gov.br/tesouro-direto-entenda-cada-titulo-no-detalhe

      • Ivan Matos

        Entendi!!! Faz todo sentido!

        Muito obrigado! 🙂

  • Ivan Matos

    Outra coisa, eu vi que antigamente haviam títulos baseados no IGP-M. Não disponibilizarao mais não?

    E qual vc acha mais vantajoso, um título pelo IGP-M ou um pelo IPCA (independentemente da taxa prefixada acordada em conjunto com o indexador)?

    Abraço!

    • Infelizmente não existem mais títulos públicos indexados ao IGP-M.

      • Ivan Matos

        Ah sim… Que pena…

        Obrigado!

  • Ivan Matos

    Olá, Mayko!

    Fiquei com uma dúvida! Notei que o Tesouro IPCA 2050 hoje está custando R$ 2.951,32.
    Mas quando checo o VNA do tesouro IPCA no site da ANBIMA, está valendo R$ 2.874,06.
    OBS.: Seguem anexados prints dos valores citados acima.

    Sabe dizer por que o valor final é menor do que o inicial…?

    Abraço!

    • Um valor é o preço original do título, o outro é o valor que o mercado está pagando por ele. Perceba que você estará pagando por um valor mais caro do que o título realmente custa.

  • Flávio Tozzo Previato

    Olá, Maiko.

    Antes de mais nada gostaria de agradecer as explicações. Aprendi bastante para iniciar meus planos de investimentos. Mas tive um dúvida quanto ao meu perfil, o que melhor. Tenho dúvidas quanto ao investimento do tesouro pré fixado com o tesouro IPCA+. O primeiro, saberei quanto receberei caso resgate no vencimento. o segundo, não terei como saber exatamente, por conta do IPCA e este como é variável, poderá render muito mais ou muito menos que o pré fixado?

    • Oi Flavio, é exatamente isto que você falou. O máximo que se pode fazer é tentar prever como estará a inflação nos próximos anos, mas ninguém tem bola de cristal.

  • Renato Bartholomeu

    Olá Mayko, parabéns pelo site.
    Acabei de fazer uma descoberta na página de dúvidas frequentes que me deixou preocupado. Comprei alguns títulos NTN-B 2035 no início de 2016 com excelentes taxas. No mês passado entrou um dinheiro que não esperava e que talvez eu precise usar no próximo ano. Resolvi arriscar de comprar o mesmo título, mesmo com uma taxa mais baixa, mas esperando que o preço dele iria aumentar se a taxa de juros cair. Estava ciente de que até poderia perder dinheiro, mas comprei assim mesmo. Agora descubro que se eu resolver vender não tenho como escolher o titulo pela data, o TD automaticamente escolhe o título mais velho… Vou ficar o titulo com taxa baixa e vender o que quero levar até o final.
    Sabe se existe algum modo de sair dessa regra? Grato, Renato

    • OI Renato, valeu por comentar.
      A venda é sempre da compra mais antiga visando pagar menos imposto de renda. Acredito que não será possivel mudar isso.

  • Felipe Pereira

    Uma dúvida:

    Como os títulos públicos tem uma boa liquidez (a priori), não vejo vantagem em investir naqueles que pagam cupons semestralmente mesmo se eu precisar de renda, pois:
    – Eu poderia investir naqueles que não pagam cupons semestralmente;
    – Vender semestralmente o mesmo montante que eu receberia se o título pagasse cupons (para fins de comparação apenas);
    – Ter a mesma rentabilidade no vencimento nos dois casos (imaginando dois títulos com mesmo vencimento).

    Adicionalmente, eu teria possibilidade de ter uma rentabilidade maior no vencimento se vendesse em menor freqência e/ou uma quantidade menor do que os cupons pagariam, pois estes são pagos a uma taxa fixa e que pode resultar em um valor maior do que minhas necessidades.

    Isso está correto? Deixei de considerar algum aspecto?

    Att,

    Felipe.

    • Oi Felipe, não sei se entendi bem sua dúvida, mas vamos lá.

      O problema da sua lógica é que você não está levando em consideração a marcação a mercado. Não existe garantia que você obterá lucro vendendo, por exemplo, o título Tesouro IPCA 2035 antes do vencimento. Se vender antes, você ficará sujeito a marcação a mercado, não importando mais as taxas de compra de quando você adquiriu o título, o que significa que você poderá ter rentabilidade negativa.

      Além disso, se compararmos o título Tesouro IPCA 2035 com o título Tesouro IPCA com Juros Semestrais 2035, e supondo que você só realize o resgate no vencimento, a rentabilidade do Tesouro IPCA 2035 será maior. O motivo é muito simples, no Tesouro IPCA com juros semestrais você terá incidência máxima de imposto renda cobrada no primeiro cupom recebido, nos próximos cupons o imposto diminuirá progressivamente até que prazo da aplicação ultrapasse dois anos. A partir deste momento, a incidência de imposto de renda sobre cada cupom se torna 15%.

      Já no Tesouro IPCA você não tem esse problema, pois o imposto cobrado será sempre de 15%. Como você pagou mais imposto nos primeiros cupons com o tesouro IPCA de juros semestrais, o Tesouro IPCA sem cupons acaba sendo mais lucrativo.

      Existe ainda um outro fator que pesa a favor de um título sem cupom, você precisará reinvestir os cupons recebidos manualmente(caso assim o queira), algo que não é necessário para um titulo sem cupom.

      Em resumo, eu vejo vantagens em títulos com cupons apenas quando você já tem um bom montante aplicado e deseja apenas viver de seus pagamentos semestrais como se fosse um salário. Me atrai a ideia de te-los durante a aposentadoria, que no meu caso deve demorar mais 30 – 40 anos para acontecer.

      Até lá, no período de acumulação de patrimônio, um título sem cupom me atrai muito mais.